Deixa-me ir
(Camila Alves)
Pára de cercar teus caminhos para impedir que deles eu saia e possa trilhar os meus.
Não venha me pedir pra mudar, se a única mudança que fazes na tua vida é a de máscaras, que ajuda a esconder a tua verdadeira face.
Não tenha a pretensão que eu te siga como exemplo de vida, se dela tu és apenas um mero expectador!
Quer conversar? Tudo bem, mas poupe-me dos teus monólogos sem fim! Já que o que eu falo atravessa teus ouvidos, porque deixarei que tuas palavras insanas atravessem meu coração?
Não me peça pra aceitar teu ponto de vista com o argumento infundado e mascarado que o mundo gira em torno de ti.
Não queira me ensinar as lições da vida que tu não aprendeste. Não quero um guia cego!
Porque transfere teus fardos pra mim e tenta me convencer de que sou merecedor deles? Não venha me cobrar os frutos da árvore que tu esqueceste de regar!
Pára de julgar meus atos! Que dirá meu pranto! Acaso tu és Aquele que sonda meu coração?
Não exija que eu siga o teu conceito de respeito, que consiste em acatar a tua idéia da verdade, na qual o simples fato de expor a minha opinião pode ser considerado falta grave.
Não venha me falar da obediência, se o que te importa é que eu não seja livre da ditadura que criaste pra mim.
Não tente me convencer dessa tua falsa idéia de liberdade que te torna escravo dos teus medos, dos teus traumas, do teu passado.
Quer ser escravo? Seja só! Não prenda uma bola de ferro aos meus pés!
Suplico-te, não meta o amor no meio como desculpa! Amor que prende, é amor doente!
Se tu me amas, liberta-me das tuas amarras e deixa-me ir!
domingo, 18 de novembro de 2007
Deixa-me ir
Pegadas deixadas por
Camila Alves
às
20:17
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